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RMS na prática: como aumentar a diária média sem perder ocupação

Equipe Hub Hotelaria·20 de junho de 2026·8 min de leitura
RMS · Sugestões de tarifa

Suíte Luxo · próximos 7 dias

diária base R$ 250

QUI

21/11

64%

250

base

SEX

22/11

78%

280

+12%

SÁB

23/11

92%

330

+32%

DOM

24/11

88%

315

+26%

SEG

25/11

60%

240

-4%

TER

26/11

58%

235

-6%

QUA

27/11

70%

265

+6%

ocupação previstapreço sugerido pela demanda e antecedência

No RMS do Hub, o preço sugerido acompanha a ocupação prevista e a antecedência de cada data.

Todo gestor hoteleiro já passou por isso: você olha a ocupação do mês passado, vê 82%, e pensa “excelente!”. Mas quando vai ver a receita, o número desanima. Você vendeu quase tudo, cobrou pouco e ficou com pouca margem para mostrar.

O problema não foi a ocupação. Foi o preço.

É exatamente aqui que o Revenue Management, ou simplesmente RMS, entra. Não para encher o hotel a qualquer custo, mas para vender pelo preço certo, no momento certo.


O mito: “revenue management é só para grandes redes”

Durante anos, esse era um mercado de hotéis de 200 quartos com analistas dedicados, sistemas de US$ 50.000 por ano e equipes de precificação.

Hoje não é mais assim. Ferramentas de revenue management chegaram aos hotéis independentes, e os dados mostram que quem usa tem resultados concretos.

Segundo dados da RoomPriceGenie (2024), hotéis independentes que adotam precificação dinâmica registram, em média, aumento de 22% na receita total no primeiro ano, sem necessariamente aumentar a ocupação.

E no Brasil? O indicador RevPAR (receita por quarto disponível) dos hotéis brasileiros cresceu 12,8% em 2025 segundo dados do FOHB e HotelInvest, e parte desse crescimento vem da adoção de estratégias de precificação mais inteligentes.


A diferença entre cobrar caro e cobrar bem

Antes de falar em ferramenta, é importante entender o conceito.

Cobrar caro significa subir o preço e ver a ocupação cair. Você perdeu reservas.

Cobrar bem significa subir o preço quando a demanda está alta e a disponibilidade está baixa, de forma que a receita total aumente mesmo que a ocupação fique estável ou suba menos.

O exemplo mais simples é o feriado. Se você tem 20 quartos e todos os 20 já estão reservados para o feriado de novembro a R$ 250 a diária, você vendeu certo? Não necessariamente. Se a demanda estava tão alta que você poderia ter cobrado R$ 350 e ainda assim teria enchido o hotel, você deixou R$ 100 por quarto para trás.

20 quartos × R$ 100 × 3 noites de feriado = R$ 6.000 de receita perdida, mesmo com 100% de ocupação.

Como funciona a precificação dinâmica na prática

A ideia é simples: o preço varia conforme a demanda. Quanto mais próxima a data e mais quartos reservados, mais caro. Quanto mais distante e mais vaga a agenda, preço mais competitivo para atrair o hóspede que pesquisa com antecedência.

Preço sugerido

Demanda e proximidade da data →

Agenda vazia · reserva antecipadaAgenda cheia · reserva de última hora

A lógica em uma curva: preço sobe à medida que a demanda aumenta e a data se aproxima.

Veja um exemplo com 3 cenários para o mesmo hotel:

Hotel: 20 quartos · diária base R$ 250 · novembro

CenárioOcupaçãoDiária médiaReceita/mês
Preço fixo o ano todo78%R$ 250R$ 46.800
Ajuste manual nos feriados80%R$ 290R$ 55.680
Precificação dinâmica ativa79%R$ 315R$ 59.535

Mesma ocupação do cenário 2, mas R$ 3.855 a mais por mês só pela variação de preço.

No terceiro cenário, a ocupação é praticamente igual ao segundo, mas a receita é R$ 3.855 maior por mês. Apenas pela variação de preço. No ano, essa diferença chega a R$ 46.260.


As variáveis que definem o preço ideal

Um bom sistema de revenue management considera múltiplos fatores ao sugerir um preço:

  • Ocupação atual. Quando 70% dos quartos já estão reservados para uma data específica, a demanda está alta. O preço pode (e deve) subir.
  • Antecedência. Uma reserva feita com 90 dias de antecedência compete com preços de mercado mais baixos. Uma reserva para amanhã, quando ainda restam 3 quartos, pode ser vendida por um preço maior: o hóspede tem menos opção e mais urgência.
  • Dia da semana. Sexta e sábado têm demanda diferente de segunda e terça. Para hotéis de lazer, o fim de semana justifica preço superior. Para hotéis de negócios, pode ser o inverso.
  • Feriados e eventos locais. Um congresso, um show de grande porte ou um feriado prolongado aumentam a demanda da cidade inteira. Quem ajusta o preço antes captura mais receita.
  • O que o concorrente está cobrando. Se o hotel ao lado está pedindo R$ 320 e você está em R$ 240 com a mesma categoria de quarto, você provavelmente está vendendo barato. O oposto também vale.

Quanto de trabalho isso dá?

A resposta depende de como você implementa.

  • Modo manual. Você acessa os dados de ocupação toda semana, analisa as próximas datas, decide se sobe ou baixa e atualiza os preços. Dá trabalho, mas é melhor do que preço fixo o ano todo.
  • Modo semiautomático. O sistema analisa os fatores e gera sugestões de preço. Você revisa e aprova, ou ignora. Leva 10 minutos por semana.
  • Modo automático. O sistema aplica as regras que você definiu sem precisar de aprovação manual. Você monitora os resultados.

Sugestão de tarifa

aguardando aprovação

Sábado, 23/11 · Suíte Luxo

Ocupação 92% · faltam 6 dias para a data

R$ 250

R$ 330 +32%

Por quê: ocupação acima de 75% e menos de 10 dias para a data.

No modo semiautomático, cada sugestão vem com o motivo. Você aprova com um clique.

Para hotéis independentes que estão começando com revenue management, o modo semiautomático é o mais indicado. Você mantém o controle e aprende a lógica do sistema antes de deixar tudo no piloto automático.


Por onde começar sem complicar

O erro mais comum é tentar implementar revenue management complexo sem ter os dados básicos organizados. Antes de qualquer coisa, você precisa saber:

  1. 1Qual é sua tarifa base por categoria de quarto?
  2. 2Qual é sua ocupação média por dia da semana?
  3. 3Quais são os feriados e eventos do seu calendário regional?
  4. 4Qual é a sua meta de RevPAR para o mês?

Com essas quatro informações, já é possível criar regras simples e eficazes. Por exemplo: “Se ocupação acima de 75% e faltam menos de 10 dias, sobe 15%”. Parece básico, mas já é revenue management.

O módulo RMS do Hub Hotelaria foi desenhado exatamente com essa lógica: acessível para quem está começando, com sugestões explicadas (você vê o motivo de cada ajuste), controle de piso e teto por categoria, e integração com o calendário de reservas para que a ocupação em tempo real alimente as sugestões automaticamente.


O número que você deveria acompanhar toda semana

Esqueça por um momento a ocupação. O indicador mais importante de revenue management é o RevPAR (Receita por Quarto Disponível).

Fórmula

RevPAR = Receita total ÷ Quartos disponíveis no período

20 quartos · 30 dias · receita R$ 55.680

RevPAR = R$ 55.680 ÷ (20 × 30)

RevPAR

R$ 92,80

por quarto, por dia

O RevPAR mistura ocupação e preço na mesma métrica. É o número que revela se você está cobrando bem.

Esse número mistura ocupação e preço na mesma métrica. É possível ter RevPAR alto com 75% de ocupação e diária elevada, e RevPAR baixo com 90% de ocupação e diária muito barata.

O objetivo do revenue management é sempre aumentar o RevPAR, não necessariamente a ocupação.


Resumo: o que você pode fazer esta semana

  1. 1Calcule seu RevPAR atual (receita do mês ÷ quartos disponíveis no mês).
  2. 2Identifique os próximos feriados e eventos da sua região.
  3. 3Suba o preço nessas datas, mesmo que seja manualmente por agora.
  4. 4Monitore a ocupação nessas datas: se encher antes da hora, você cobrou barato; se não encher, reveja.
  5. 5Repita todo mês com os dados do anterior.

Isso já é revenue management. Com o tempo, um sistema automatiza esse ciclo para você.

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